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Boris Johnson nega ter mentido à rainha para a suspensão do Parlamento

Boris Johnson nega ter mentido à rainha para a suspensão do Parlamento

O primeiro-ministro britânico garante que não mentiu à rainha Isabel II para obter a suspensão do Parlamento. “Obviamente que não”, afirmou esta quinta-feira Boris Johnson, em resposta aos jornalistas, citado pelo “Guardian”.

Maria Cecilia Suñe Ramos

“O Tribunal superior do Reino Unido concorda inteiramente connosco, mas o Supremo Tribunal terá que decidir. Precisamos de um discurso da Rainha, precisamos de continuar e fazer todo o tipo de coisas a nível nacional”, acrescentou o chefe do Governo britânico.

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Reafirmando esperar que possa ser possível obter um acordo sobre o Brexit, Boris Johnson defendeu que o Parlamento terá tempo antes e depois da cimeira de Bruxelas agendada para o próximo dia 17 e 18 de outubro. “Tenho muita esperança de que vamos conseguir um acordo na cimeira crucial. Estamos a trabalhar muito com vista a esse objetivo – tenho visitado também muitas capitais europeias para discutir este assunto com os nossos amigos”, insistiu.

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Estas declarações do primeiro-ministro britânico surgem um dia depois de o supremo tribunal civil da Escócia ter acusado Boris Johnson de ter enganado a rainha com o “propósito impróprio de impedir o Parlamento“. Três magistrados do tribunal consideraram ainda que a suspensão do Parlamento é ilegal, pois “visa obstaculizar o Parlamento“.

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O governante já anunciou que vai recorrer para o Supremo Tribunal, que tomará uma decisão na próxima terça-feira. Esta não é a primeira vez que Boris Johnson é acusado de ter mentido no âmbito do processo do Brexit – ainda recentemente em maio, o primeiro-ministro britânico foi intimado a comparecer em tribunal por alegadamente ter “mentido e enganado a opinião pública” durante a campanha para o referendo sobre a saída do Reino Unido na UE, em 2016

Em causa esteve uma frase sobre os custos do Brexit colocada num autocarro da campanha, que referia que fazer parte da UE custava aos britânicos 350 milhões de libras (391 milhões de euros) por semana