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El Tubazo TV | Caso Henry: MP se manifesta pela manutenção da prisão de Jairinho e Monique

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“Quanto a pretendida anulação, ao que parece, dos laudos dos aparelhos telefônicos e digitais apreendidos, por suposta quebra da cadeia de custódia, não tem cabimento, pois, nota-se, claramente, nos laudos, que os materiais apreendidos foram corretamente encaminhados e recebidos pelo perito e encaminhados acondicionado em embalagem plástica fechada por lacre (lacre plástico ostentando a seguinte sequência alfanumérica), acompanhado dos documentos instrutórios, notadamente a decisão judicial de quebra de sigilo de dados, de forma que atendida essa condição de procedibilidade, o exame de perícia criminal requisitado foi levado a efeito pelo perito designado”, pondera o promotor

RIO – O promotor Fábio Vieira dos Santos, do Ministério Público do Estado do Rio, se manifestou contrário ao pedido de liberdade formulado pelas defesas de Monique Medeiros da Costa e Silva e de Jairo de Souza Santos, o Dr. Jairinho, na resposta à acusação de torturas e de homicídio qualificado contra Henry Borel Medeiros e de fraude processual e de coação no curso do processo. Em manifestação à juíza Elizabeth Louro Machado, do II Tribunal do Júri, à qual O GLOBO teve acesso, ele afirma que os motivos que ensejaram a decretação da prisão preventiva do casal, como a conveniência da instrução criminal e a necessidade de se assegurar a aplicação da lei penal, ainda estão mantidos.

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Fábio garante que não procede nenhuma alegação de nulidade processual feita tanto pelos advogados Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Assad, que defendem Monique, quanto por Braz Sant’Anna, que representa Jairinho. Eles haviam argumentado que houve violação da chamada quebra da cadeia de custódia, pela ausência da utilização de procedimentos para manter e documentar a história cronológica dos vestígios coletados durante as investigações da 16ª DP (Barra da Tijuca). Por esse motivo, os defensores requereram a retirada dos autos das provas extraída dos celulares apreendidos.

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“Quanto a pretendida anulação, ao que parece, dos laudos dos aparelhos telefônicos e digitais apreendidos, por suposta quebra da cadeia de custódia, não tem cabimento, pois, nota-se, claramente, nos laudos, que os materiais apreendidos foram corretamente encaminhados e recebidos pelo perito e encaminhados acondicionado em embalagem plástica fechada por lacre (lacre plástico ostentando a seguinte sequência alfanumérica), acompanhado dos documentos instrutórios, notadamente a decisão judicial de quebra de sigilo de dados, de forma que atendida essa condição de procedibilidade, o exame de perícia criminal requisitado foi levado a efeito pelo perito designado”, pondera o promotor.

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Monique e Jairinho foram presos, na casa de uma avó do ex-parlamentar, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na manhã de 8 de abril. Atualmente, ele ocupa uma cela do Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, no mesmo bairro, e ela está no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, na Região Metropolitana do estado.

PUBLICIDADE Veja imagens do caso Henry Laudo do Instituto Médico- Legal (IML) constatou muitas lesões espalhadas pelo corpo do menino, infiltrações hemorrágicas nas partes frontal, lateral e posterior da cabeça, contusões no rim, no pulmão e no fígado. A mãe afirmou acreditar que ele tenha caído da cama e batido a cabeça Foto: Reprodução / Instagram Coletiva sobre a conclusão do inquérito sobre a morte do menino Henry Borel. Da esquerda para a direita estão: Marcos Kac (promotor do caso), o delegado Antenor Lopes (diretor da DGPC), Henrique Damasceno (delegado titular da 16ª DP), Denise Rivera (perita criminal) e Ana Paula Medeiros (delegada-adjunta da16ª DP) Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo O delegado titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), Henrique Damasceno, deu uma entrevista coletiva sobre a conclusão do inquérito que apurou a morte de Henry. "A única pessoa calada foi o Henry. Ele pediu ajuda e não foi ajudado", disse o investigador Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo Monique Medeiros, mãe do menino Henry, exibe a tatuagem feita para esconder uma homenagem ao ex-marido nas redes sociais. O desenho foi feito no dia em que Monique pediu que Jairinho "pagasse suas coisas" para não prejudicá-lo Foto: Reprodução Os avós de Henry com o menino ainda bebê. 'Me sinto muito culpada', disse mãe do menino ao pai uma semana após morte. Conversa com o avô da criança faz parte do conteúdo recuperado pela polícia no celular de Monique: 'Tudo foram escolhas minhas', disse ela em outro trecho Foto: Reprodução Pular PUBLICIDADE Henry em sua última festa de aniversário: pai compartilhou foto nas redes sociais no dia em que o menino faria 5 anos Foto: Arquivo pessoal Monique revela 'humilhações e agressões' em carta sobre a relação com Jairinho. Carta foi escrita na última sexta-feira (23), no Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, no Complexo Penitenciário de Gericinó, onde recebe tratamento contra a Covid-19. A professora descreve uma rotina de violências, humilhações e crises de ciúmes do namorado, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido) Foto: Reprodução Dr. Jairinho e Monique Medeiros, em fotos feitas no ingresso do casal no sistema penitenciário Foto: Reprodução / Agência O Globo Vereador Dr. Jairinho, preso, ao lado de diretor de presídio. Na imagem ele come um sanduíche que o diretor entregou para ele Foto: Reprodução O advogado André Françao, que representava Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, Barreto renunciou à defesa do vereador no caso Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo Pular PUBLICIDADE Doutor Jairinho durante discurso na Câmara de vereadores, onde os sete membros do Conselho de Ética da Câmara dos Vereadores decidiram, por unanimidade, abrir o processo de cassação do mandato do vereador Foto: Renan Olaz / Agência O Globo Dr. Jairinho foi preso junto com Monique, mãe do menino Henry, por tentar interferir na investigação do caso. Segundo a polícia, o casal será indiciado por tortura e homicídio duplamente qualificado, além de poder perder o mandato na Câmara dos Vereadores do Rio Foto: Guito Moreto / Agência O Globo Monique Medeiros, mãe do menino Hnery cumpre prisão preventiva e será indiciada por tortura e homicídio duplamente qualificado Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Peritos chegam ao edifício Majestic para fazer a reconstituição da morte do menino Henry Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo Câmera encontrada por policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) no quarto de Henry. Anotação recuperada em celular de Monique Medeiros da Costa e Silva expõe sua vontade de instalação do equipamento dentro de imóvel no Majestic Foto: Reprodução Pular PUBLICIDADE Edifício Majestic, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde o menino Henry vivia com a mãe e o padrasto Foto: Reprodução / TV Globo Henry no colo da mãe enquanto Dr. Jairinho faz um carinho nele Foto: Reprodução A mãe de Henry, Monique Medeiros, e o padrasto, o vereador Dr. Jairinho, chegam à 16ª DP (Barra) para ser ouvidos como testemunhas Foto: Reprodução / TV Globo / Agência O Globo Polícia cumpre mandado na casa da família de Monique, em Bangu, Zona Oeste do Rio Foto: Fabiano Rocha em 26/03/2021 / Agência O Globo Leniel Borel de Almeida em entrevista ao Fantástico: 'Acordo de manhã chorando. Tem que ter muita força, cara. E o que eu sei é que esse menino não pode ter morrido em vão' Foto: Reprodução / TV Globo Pular PUBLICIDADE Dr. Jairinho na Câmara dos Vereadores do Rio. Ele era padrasto de Henry Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo – 23/05/2019 Henry Borel Medeiros tinha 4 anos quando morreu na madrugada do dia 8 de março em condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde morava com a mãe e o padrasto. A causa da morte, segundo laudo do IML, foi "hemorragia interna causada pelo rompimento do fígado" Foto: Reprodução / Instagram O pai de Henry, o engenheiro Leniel Borel de Almeida, que é separado da mãe do menino, tem publicado fotos e mensagens para o menino. Ela diz ainda esperar respostas Foto: Reprodução / Instagram Em trocas de mensagens entre o pai e a mãe, Monique Medeiros, foi revelado que Henry não gostava de voltar para a casa, onde vivia com Monique Medeiros e o padrastro, o vereador Dr. Jairinho Foto: Reprodução / Instagram Monique com o filho Henry Foto: Reprodução TV Globo Defesa pede que Monique possa ir ao enterrô do avô de Henry

Os advogados Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Assad solicitaram, na manhã desta segunda-feira, dia 12, autorização da direção do Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, para que  Monique Medeiros  da Costa e Silva possa  comparecer ao enterro de seu pai , o funcionário civil da Aeronáutica Fernando José Fernandes da Costa e Silva. O  avô materno de Henry Borel Medeiros morreu , na noite deste domingo, por complicações da Covid-19.

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O pai de Monique estava internado em hospital particular, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, e não resistiu às complicações da doença. A unidade ficava perto da casa onde vivia com a mulher, a professora Rosângela Medeiros da Costa e Silva, e o filho mais novo. Foi na  residência que policiais civis da 16ª DP  (Barra da Tijuca) fizeram uma busca e apreensão, na manhã de 26 de março. Na ocasião,  quatro celulares foram recolhidos  no imóvel.

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PUBLICIDADE O aposentado já sofria de outros problemas de saúde. Em depoimento prestado na distrital, no inquérito que apurava a morte de Henry, Rosângela contou que, quando Monique lhe telefonou avisando que havia levado Henry para o Hospital Barra D’Or com dificuldades para respirar, na madrugada de 8 de março, ela foi para o local com o filho e a nora, já que o marido não tinha condições físicas de acompanhá-la.

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