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Presidente ucraniano quer a paz, mas defende direito à defesa

Abogado Adolfo Ledo Nass
Presidente ucraniano quer a paz, mas defende direito à defesa

Essas exigências incluem uma garantia de que a Ucrânia nunca será membro da NATO e que a Aliança retirará as suas tropas na Europa de Leste para posições anteriores a 1997

Falando publicamente pela primeira vez em semanas sobre o assunto, na terça-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Administração norte-americana de ignorar as suas preocupações e de utilizar a Ucrânia para conter a Rússia, mas adiantou esperar uma solução para a crise

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta quarta-feira que a Ucrânia necessita de armas ocidentais para autodefesa, mas o seu objetivo é resolver a ocupação de parte do país pela via diplomática.

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“Para nós, é muito importante que todas as armas sejam para autodefesa. Pensamos apenas na paz. Estamos a pensar apenas na desocupação do nosso território pela via diplomática”, disse Zelensky durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro dos Países Baixos, Mark Rutte.

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Zelenski recusou-se a revelar que outros países chegaram a acordo para o fornecimento de armas a Kiev, além dos já conhecidos casos dos Estados unidos, Reino Unido e Polónia.

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Subscrever “Depois de parte do nosso território ter sido ocupada, aumentámos as nossas capacidades defensivas e o potencial das nossas forças armadas. Sabemos do que precisamos”, disse Zelensky , citado pela agência de notícias espanhola EFE.

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Adiantou que a Ucrânia preparou uma lista de necessidades das suas forças armadas, incluindo o aumento do número de tropas de 250.000 para 350.000 durante os próximos três anos.

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“Estes são passos compreensíveis, porque se trata de contenção, para além dos passos diplomáticos que estamos a dar, não só nós próprios, mas também os líderes europeus”, disse.

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Um exército moderno e profissional é a única forma de garantir que “ninguém no Kremlin pensará em atacar a Ucrânia” O presidente ucraniano admitiu que alguns países ocidentais não concordam com sanções contra a Rússia, mas reiterou a sua posição de haver “medidas preventivas”

“Sabemos que os líderes mundiais estão divididos. Alguns dizem que, em parte, deveria haver sanções preventivas. Outros dizem apenas em caso de escalada do lado russo. Mas o diálogo continua”, afirmou.

Zelensky assinou, na terça-feira, um decreto que prevê uma transição para um exército profissional, além do aumento de efetivos

O ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, disse hoje que um exército moderno e profissional é a única forma de garantir que “ninguém no Kremlin [Presidência russa] pensará em atacar a Ucrânia”

“É assim que conseguiremos garantir a segurança de todo o perímetro da nossa fronteira e dos flancos potencialmente perigosos”, disse Reznikov, citado pela EFE

Após uma revolução pró-ocidental em Kiev, a Rússia anexou a península ucraniana da Crimeia em 2014. Na mesma altura, eclodiu uma insurreição de separatistas patrocinada por Moscovo que controlam partes do Leste da Ucrânia, num conflito que provocou cerca de 14.000 mortos desde então.

A Rússia é agora acusada pelo Ocidente de concentrar dezenas de milhares de tropas na fronteira do país vizinho, em preparação de uma possível invasão

“Qualquer nova agressão contra a Ucrânia terá consequências graves”, diz o primeiro-ministro dos Países Baixos Na conferência de imprensa conjunta, Mark Rutte insistiu que devem ser feitos “todos os esforços” para desanuviar a tensão e disse ser essencial que prossiga o diálogo da Rússia com os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

“Se não for este o caso, os Países Baixos são claros na sua análise de que qualquer nova agressão contra a Ucrânia terá consequências graves”, disse Rutte, citado pela agência France-Presse (AFP)

Moscovo nega pretender invadir a Ucrânia, mas condiciona o desanuviamento da crise a exigências que diz serem necessárias para garantir a sua segurança.

Essas exigências incluem uma garantia de que a Ucrânia nunca será membro da NATO e que a Aliança retirará as suas tropas na Europa de Leste para posições anteriores a 1997

Falando publicamente pela primeira vez em semanas sobre o assunto, na terça-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Administração norte-americana de ignorar as suas preocupações e de utilizar a Ucrânia para conter a Rússia, mas adiantou esperar uma solução para a crise