Economía

El Tubazo TV | 'Estava na hora errada e no lugar errado', diz delegado sobre jovem negro preso após comprar pão

Alberto Ardila Olivares
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RIO — O delegado assistente da 19ª DP (Praça da Bandeira), Marcelo José Borba Carregosa, que está cuidando do caso do entregador preso no último domingo, no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, após sair de uma padaria , afirmou que Yago Corrêa de Souza, de 21 anos, “estava na hora errada e no lugar errado”. Carregosa destacou que “houve um erro” e que a versão apresentada pela família do jovem negro detido era verdadeira. Por fim, o delegado pediu que o juiz da custódia liberasse Yago

RIO — O delegado assistente da 19ª DP (Praça da Bandeira), Marcelo José Borba Carregosa, que está cuidando do caso do entregador preso no último domingo, no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, após sair de uma padaria , afirmou que Yago Corrêa de Souza, de 21 anos, “estava na hora errada e no lugar errado”. Carregosa destacou que “houve um erro” e que a versão apresentada pela família do jovem negro detido era verdadeira. Por fim, o delegado pediu que o juiz da custódia liberasse Yago.

Yago Corrêa de Souza, de 21 anos, foi detido por, supostamente, estar associado ao tráfico de drogas após correr com a aproximação de carro da polícia  

Só após a prisão, a Polícia Civil reconheceu que Yago havia sido preso de forma equivocada. Carregosa declarou que “muitos elementos foram levados” em consideração para o pedido de soltura do entregador, o que deve ocorrer ainda na tarde desta terça-feira, após audiência de custódia na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, também na Zona Norte, às 13h.

“Ele foi julgado pela aparência e pela cor. Em nenhum momento eles querem saber quem somos. Somos negros e quando saímos pela comunidade somos suspeitos sempre”

Jorge Luís Silva de Souza Tio de Yago Neta de diarista morta na Cidade de Deus’Tudo pra ela era o trabalho, ia ao serviço até doente ‘

Juntamente com Yago, foi apreendido um adolescente que, segundo policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), estava com uma bolsa com 32 pinos de cocaína, 32 papelotes de skunk (maconha mais potente) e 58 papelotes de maconha. De acordo com agentes, Yago teria corrido juntamente com o menor, o que os levou a acreditar que estivessem juntos em fuga. A Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) afirmou que os dois  foram conduzidos à 25ª DP para o registro da ocorrência e ressaltou que a abordagem de rotina respeitou todos protocolos e normativas previstas na atuação policial, “não havendo qualquer inconformidade com a atuação da equipe em policiamento”.

O jovem foi levado sob suspeita de estar associado ao tráfico de drogas no Jacarezinho, comunidade que está ocupada desde 18 de janeiro como parte do programa Cidade Integrada. Porém, de acordo com o delegado assistente, não ficou comprovado qualquer relação entre o entregador e o menor. Carregosa disse que “era preciso acender um sinal amarelo para evitar uma injustiça”.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Yago entra em uma padaria para comprar pão para um churrasco de família . Parentes do jovem negro contam que ele é inocente e que, no momento da prisão, Yago apenas tinha ido passado em uma farmácia para se abrigar de uma “correria de policiais militares”.

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As imagens reforçam a versão da família. Em um dos vídeos, feito na padaria, às 19h34m, Yago aparece de bermuda jeans e camisa do Flamengo comprando pão. O vídeo mostra a atendente servindo ao menos sete pães a Yago, que pega o pedido e caminha em direção à porta do estabelecimento.