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El Tubazo TV | Morte de Moïse: entenda a participação de cada um que aparece nas imagens do quiosque

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Morte de Moïse: entenda a participação de cada um que aparece nas imagens do quiosque Além de Belo, Totta e Dezenove, vídeo de mais de três horas gravado por câmera de segurança do quiosque mostra outros envolvidos no caso. Por Larissa Schmidt, g1 Rio e TV Globo

09/02/2022 18h41 Atualizado 09/02/2022

Vídeo revela a presença de outras pessoas no espancamento de Moïse

Após a divulgação das primeiras imagens da morte de Moïse Kabagambe , familiares do congolês disseram que o vídeo das câmeras do quiosque havia sido editado e citaram o envolvimento de outras pessoas, além dos três presos pelo crime . Nesta quarta-feira (9), o RJ1 teve acesso às três horas da gravação , que confirma a presença de outros personagens.

Algumas são testemunhas e já prestaram depoimento. Outras ainda estão sendo identificadas pela policia que também avalia se houve ou não omissão de socorro.

Foram seis minutos de agressões, do momento em que o congolês é derrubado e imobilizado até parar de se mexer. Neste período, Moïse leva ao todo 40 pauladas de outros dois homens que compartilham a mesma arma: um bastão de madeira.

Entenda abaixo a participação de cada um.

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Homem de camisa do Brasil:

Homem de amarelo chega a arrastar Moïse pelas pernas

Está ao lado de Brendon Alexander Luz da Silva, o Totta , um dos presos pelo crime, que derruba Moïse no início da briga. Passa boa parte do tempo só olhando, mas em um momento puxa as pernas de Moïse, enquanto Totta o imobiliza e Fábio Pirineus da Silva, o Belo ( de regata amarela e preto), dá pauladas.

À polícia, ele disse que tentou separar a briga, mas não conseguiu e alegou que saiu para procurar um carro de polícia.

Em outros momentos, ele reaparece no vídeo mexendo e falando no celular.

Homem de regata e boné pretos:

De camisa regata preta, homem observa o espancamento e depois leva embora o bastão usado para agredir Moïse

Fica sentado perto da pista e observa boa parte da cena. É para ele que Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove , entrega o taco de beisebol usado no assassinado. O homem recebe a arma do crime, levanta e sai andando até sair do quadro registrado pela câmera.

Mais tarde, volta para a cena, já com Moïse desacordado e chega perto de um casal e tenta ver os sinais vitais do congolês. O homem de camisa preta coloca a mão no pescoço de Moïse, como para sentir a pulsação, depois inicia uma massagem cardíaca.

Funcionário de camisa listrada verde e preta

1 de 4 De camisa listrada, Jailton observa Moïse ser espancado — Foto: Reprodução/ TV Globo De camisa listrada, Jailton observa Moïse ser espancado — Foto: Reprodução/ TV Globo

Atendente do bar Jailton Pereira Campos aparece nas imagens desde o início. É ele quem primeiro se desentende com Moïse. À polícia, o funcionário disse que começou a discutir com o congolês pois ele tentava pegar bebidas no freezer.

Jailton chega a segurar um pedaço de pau, enquanto foge do congolês, que também segura outros objetos.

Não participa da agressão, mas esta presente o tempo todo, até perto da chegada dos policiais, e trabalha como se nada estivesse acontecendo o tempo todo. Quando os peritos chegam, no fim das imagens, ele ainda aparece pegando bebidas no freezer do quiosque.

Os três presos

Fábio Pirineus da Silva, o Belo, 37 anos:

2 de 4 Fábio Silva, preso pela morte de Moïse, foi o primeiro a dar pauladas no congolês — Foto: Reprodução/TV Globo Fábio Silva, preso pela morte de Moïse, foi o primeiro a dar pauladas no congolês — Foto: Reprodução/TV Globo

Aparece nas imagens de camiseta regata e, depois, sem camisa e de boné.

Vendedor de caipirinhas na praia, Belo confessou à polícia que deu pauladas em Moïse. Nas imagens, dá para ver que é Belo quem pega o bastão de madeira e inicia as agressões enquanto Brendon tenta imobilizar o congolês. Ele dá 36 pauladas, em cinco momentos diferentes.

Em seguida, pega o telefone e sai em direção à praia, enquanto Moïse ainda se mexe, debaixo de Brendon.

Em outro momento, Belo ajuda a amarrar o congolês.

Ele estava escondido na casa de parentes em Paciência, na Zona Oeste, e foi preso na terça-feira (1º).

Fábio tinha passagens pela polícia . Uma delas por ter agredido a ex-mulher e a outra por não pagar pensão alimentícia.

Belo, segundo o dono do quiosque Tropicália, chegou a questioná-lo se as câmeras do local estavam gravando.

O que disse em depoimento:

que Moïse sempre arrumou confusão com banhistas e trabalhadores; que viu o congolês tentando agredir o funcionário do quiosque Tropicália que aparece de camisa listrada nas imagens; admitiu ter batido várias vezes, mesmo com Moïse imobilizado; que não tinha a intenção de agredir até a morte e que a agressão não foi combinada.

Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove, 29 anos

3 de 4 Aleson aparece no vídeo dando várias pauladas com Moïse já imóvel no chão — Foto: Reprodução Aleson aparece no vídeo dando várias pauladas com Moïse já imóvel no chão — Foto: Reprodução

Aparece nas imagens de camisa vermelha de uma torcida do Flamengo e boné.

Em vídeo ( veja abaixo ), admitiu ter participado das agressões e disse que “ninguém queria tirar a vida” de Moïse.

Ele se apresentou à polícia na terça-feira (1º) na 34ª DP e depois foi levado para a DH, onde foi ouvido. É cozinheiro e trabalha no quiosque do Biruta, que fica ao lado do Tropicália.

Tem três passagens pela polícia, uma delas por extorsão, porte ilegal de armas e corrupção de menores. Em 2014, Aleson e um adolescente fizeram um sequestro-relâmpago na Barra da Tijuca. Aleson foi preso e o adolescente apreendido, e o caso foi arquivado em 2016.

Em vídeo, homem assume que participou das agressões que mataram congolês

O que disse em depoimento:

negou que Moïse estivesse cobrando uma dívida; e que o real motivo das agressões foi o comportamento agressivo do congolês que, segundo ele, estava bêbado e arrumando confusão há alguns dias; que resolveu bater no congolês para “extravasar a raiva”; admitiu que exagerou nas agressões.

Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota, 21 anos

4 de 4 Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota — Foto: Reprodução/TV Globo Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota — Foto: Reprodução/TV Globo

Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, é quem parte para a briga com Moïse quando o congolês tenta mais uma vez pegar uma cerveja no freezer. Eles Inicialmente se estranham verbalmente até que Tota derruba Moïse com um golpe de jiu-jítsu conhecido como “baiana”.

Ainda usando técnicas da luta, ele domina o congolês e o mantém imobilizado por vários minutos, enquanto Fábio e depois Aleson o agridem com pauladas.

Tota trabalha na Barraca do Juninho, na areia da Praia da Barra, em frente ao quiosque Tropicália.

Brendon não tinha passagem pela polícia.

O que disse em depoimento:

que a briga começou para defender o funcionário conhecido como Baixinho; que, por ser lutador de jiu-jitsu, derrubou e imobilizou Moïse, que teria reagido; que quando o congolês parou de resistir, decidiu amarrá-lo; alegou que apenas segurou Moïse, mas não o estrangulou e está com a consciência tranquila.