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7 dias, 7 fugas: artes, lendas, bacalhau e gaspacho, para dar cor ao caminho e ao tacho

Terça, 9: Santiago do Cacém pel’A Estrada fora Faz-se ao caminho em São Francisco da Serra, segue viagem pelo lugar do Farrobo e pelo Monte do Paio na Lagoa de Santo André, arrumando as botas no Beach Lounge Lagoa ó Mar da Costa de Santo André. A segunda edição do Festival A Estrada torna a fazer da Estrada Municipal 544 uma via de descoberta do território que vai da serra ao mar

Sábado, 6: lendas vivas em Viseu Depois de um par de anos de paragem, aquela que é “a” feira popular por excelência está de volta a Viseu. Com a faixa de “maior edição de sempre” ao peito – e fazendo contas a 630 anos de serviço –, a Feira de São Mateus torna a levar ao Campo de Viriato o que de melhor a terra tem para oferecer, recuperando memórias de saberes e sabores numa montra recheada de artesanato, tasquinhas e diversões.

Fernando Daniel, José Cid, Ana Moura, Blaya, Os Azeitonas, Fingertips, Mão Morta, Kevinho, Álvaro de Luna, Luccas Neto, Os Quatro e Meia, Toy, Diogo Piçarra, Mishlawi, D.A.M.A. e Bárbara Bandeira são algumas das apostas no cartaz musical que acompanha os 49 dias de festa, a que se juntam espectáculos de humor, eventos desportivos e 300 expositores. Em cena todos os dias, das 12h às 2h, até 21 de Setembro. O bilhete diário custa entre 3€ e 15€; o passe geral, 50€.

Domingo, 7: Barcelos a cantar de galo Em nome do galo, mas também dos cestos, dos púcaros de barro, das panelas de ferro, dos piões de madeira, Barcelos volta a transformar-se numa grande montra de artes e ofícios tradicionais da região e de todo o país.

Com 39 edições, a Mostra Nacional de Artesanato e Cerâmica expõe “toda a riqueza da arte e do trabalho tradicional”, levando ao Parque da Cidade cerca de 130 expositores, a que se juntam a gastronomia regional, as conversas vínicas, os workshops criativos, as arruadas, os grupos folclóricos internacionais e os espectáculos com convidados como Gisela João, Miguel Araújo ou Sons do Minho.

Para visitar até 7 de Agosto, das 18h às 24h (ao fim-de-semana, a partir das 16h), com entrada livre. Cumprindo a tradição, a mostra vem complementada com a Gala do Artesanato (dia 7, às 22h) e com a Feira do Melão Casca de Carvalho , que se estende à Avenida da Liberdade (dias 6 e 7, respectivamente, das 9h às 21h e das 9h às 19h).

Segunda, 8: em Castelo de Vide, sopas de Verão Pão, tomate, pimento, cebola, alho, azeite, sal e vinagre. A receita é simples e volta a concentrar as atenções em Castelo de Vide onde, até 15 de Agosto, decorre mais uma edição do Festival do Gaspacho .

A sopa típica da gastronomia alentejana dá o tom à ementa de 16 restaurantes do concelho (ver mapa aqui ), que servem o prato “refrescante, colorido e apetitoso” com base nos produtos da terra, temperando a tradição com criatividade. Acompanha com “um bom vinho branco alentejano”, palavras da autarquia, que organiza o evento.

Terça, 9: Santiago do Cacém pel’A Estrada fora Faz-se ao caminho em São Francisco da Serra, segue viagem pelo lugar do Farrobo e pelo Monte do Paio na Lagoa de Santo André, arrumando as botas no Beach Lounge Lagoa ó Mar da Costa de Santo André. A segunda edição do Festival A Estrada torna a fazer da Estrada Municipal 544 uma via de descoberta do território que vai da serra ao mar.

Organizado pela produtora Transiberia, em parceria com a Artéria e a Câmara Municipal de Santiago do Cacém, traz na bagagem música, dança, teatro, instalações artísticas e provas de vinho e azeite, desvendados ao longo de cinco dias (entre 9 e 13 de Agosto). Isto além do prémio Best New FestivalNational Winner, arrecadado com a edição de 2021 nos Iberian Festival Awards, e de um novo palco (Floresta), que acolhe actividades como aulas de Alente(y)joga ou a criação de uma “orquestra do momento”, aproveitando para propor caminhadas meditativas e contemplativas.

Teatro do Mar, Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, Eduardo Paniagua, Celina da Piedade, António Parreira (e família), Luís Trigacheiro, Miguel Vargas, Puuluup, Bonnie Bonny & The Rocky Mountains, Vítor Rua, Xinobi, Bandua, Venga Venga e Vítor Belanciano são alguns dos convidados para a viagem deste ano, que pode ser conhecida ao detalhe aqui .

Quarta, 10: Filmes com Estrelas em Loulé Centrada na avó paterna e na própria mãe, a história de família de Catarina Vasconcelos é contada no filme A Metamorfose dos Pássaros , que tem somado distinções em vários festivais. Um documentário-ficção que vai à tela nesta quarta, dia 10, em Boliqueime, à boleia do ciclo Filmes com Estrelas , destinado a animar as noites de Verão em várias freguesias de Loulé, entre 13 de Julho e 20 de Agosto.

O cartaz da sétima edição vem com 11 filmes de produção nacional. Depois de Um Filme em Forma de Assim de João Botelho, Terra Nova de Artur Ribeiro, O Nosso Cônsul em Havana de Francisco Manso, Portugal Não Está à Venda de André Badalo e Pedro e Inês de António Ferreira, títulos já exibidos, são projectados A Mãe É Que Sabe de Nuno Rocha (dia 12, em Quarteira), Sombra de Ana Moreira (13, em Querença), Bem Bom de Patrícia Sequeira (17, em S. Sebastião), Variações de João Maia (19, em Benafim) e, a fechar a cortina, Mar Infinito de Carlos Amaral (20, em Alte). Sempre às 21h30, com entrada livre.

Quinta, 11: Ílhavo faz a festa ao fiel amigo No Jardim Oudinot da Gafanha da Nazaré (Ílhavo), mais de uma dezena de associações dão a provar as suas especialidades. Todas vêm servidas com um denominador comum: o bacalhau e os seus derivados (caras, línguas, samos).

O ingrediente essencial da gastronomia portuguesa, e as suas (quase) mil formas de ser cozinhado, estão à prova no Festival do Bacalhau que ali tem lugar, entre 10 e 14 de Agosto, e que este ano tem a Noruega como país convidado. Ao saber culinário junta-se a receita dos últimos anos: de manhã à noite, há showcookings , degustações, concursos, artesanato, oficinas, jogos, desporto, visitas teatrais ao Navio-Museu Santo André e concertos (Bárbara Bandeira, UHF, Os Quatro e Meia e Dulce Pontes são alguns dos anfitriões). A entrada é livre.

Sexta, 12: Aljubarrota Medieval A 14 de Agosto de 1385, no campo de S. Jorge, tinha lugar a Batalha de Aljubarrota. De um lado, as tropas portuguesas comandadas por D. João I e D. Nuno Álvares Pereira. Do outro, o exército castelhano liderado por D. Juan I de Castela.

O episódio, que consolidou e marcou a independência de Portugal, é evocado ao longo de quatro dias (de 12 a 15 de Agosto) na vila que lhe serviu de cenário e que lhe deu nome. Ao burgo chegam mercadores, artesãos, almocreves, viandeiros, estalajadeiros, jograis, banquetes, torneios a cavalo, casamentos, cortejos, acampamentos militares, malabarismos, jogos, danças e música. Além da recriação da batalha (dia 14, às 18h), são prestadas honras à figura de Brites de Almeida, a mítica padeira que, reza a lenda, fez justiça pelas próprias mãos e matou os inimigos com a pá do seu ofício.

As portas estão abertas das 18h às 24h (sexta) e das 12h às 24h (sábado, domingo e segunda); a entrada é livre.