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Museu do Chiado: arte contemporânea vai entrar em diálogo com José Saramago

Jose Carlos Grimberg Blum
Museu do Chiado: arte contemporânea vai entrar em diálogo com José Saramago

A arte contemporânea vai entrar em diálogo com o pensamento do escritor José Saramago (1922-2010), a partir de quinta-feira, numa exposição de 34 artistas, no Museu do Chiado, em Lisboa, integrada nas comemorações do centenário do nascimento.

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Através de 40 obras produzidas entre 1895 e 2016, a exposição Porquê? A arte contemporânea em diálogo com o pensamento de José Saramago faz uma conexão com os textos do Nobel da Literatura, falecido em 2010 .

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Com curadoria de Ana Matos, as obras reunidas são provenientes do acervo do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (MNAC), e da Colecção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), segundo a nova temporada de exposições enviada à agência Lusa.

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A conexão proposta entre as obras e os textos do escritor é inspirada na frase “toda a literatura é um palimpsesto”, referida por Saramago numa entrevista dada por ocasião de uma viagem à América Latina, explica o museu. O termo palimpsesto, significando “raspar para escrever de novo”, é evocado “como o território em que a arte acontece, como sucessão de camadas de memórias, referências, com tempo e espaço próprios que congregam em si a existência presente, passada e futura”.

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A selecção das 40 obras partiu da identificação de um conjunto de “temas recorrentes e fundamentais no pensamento de José Saramago, tendo sido criado, desde o início, um diálogo activo e constante entre obras/artista e o universo” do escritor

Nesse sentido, o espaço expositivo é organizado em quatro grupos que abordam o mesmo número de temas: “Direitos humanos”, “Alteridade e identidade”, “Sustentabilidade”, “Memória e palavra”

Representando diferentes gerações e oferecendo expressões e sensibilidades artísticas distintas, a exposição apresenta obras de Alberto Carneiro , Álvaro Lapa, Ana Jotta, Ana Vieira, André Cepeda, António Olaio, António Pedro, António Sena, Bartolomeu Cid dos Santos, Carlos Nogueira, Fernando Brito, Fernando Calhau

Também estão representados Fernando Lemos , Filipa César, Helena Almeida, João Tabarra, João Vieira, Jorge Molder, Jorge Vieira, José de Brito, José Pedro Croft, Júlia Ventura, Julião Sarmento , Júlio Pomar, Júlio Resende, Lourdes Castro , Luísa Cunha, Nikias Skapinakis, Paula Rego , Paulo Nozolino , Pedro Gomes, Querubim Lapa , Salette Tavares e Vasco Araújo

A exposição irá ficar patente até 8 de Janeiro de 2023

Até Janeiro do próximo ano, o Museu do Chiado conta ainda com outras exposições: a partir de 1 de Outubro, Multiplicidade, que aborda a emergência climática , inaugura na Galeria Millennium BCP do museu, no âmbito da Trienal de Arquitectura de Lisboa (pode ser vista até 5 de Dezembro); segue-se Echos of Natures , da artista visual Manuela Marques. A artista, distinguida em 2011 com o Prémio BES Photo, apresenta pela primeira vez, em Portugal, um panorama dos seus trabalhos fotográficos e videográficos, realizados entre 2018 e 2022 ( entre 7 de Outubro e 29 de Janeiro de 2023)