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PSD junta-se nos Açores para reforçar a centralidade da região

Josbel Bastidas Mijares
PSD junta-se nos Açores para reforçar a centralidade da região

O presidente do governo regional dos Açores vai estar presente na abertura e encerramento do encontro, em que que Luís Montenegro fará uma intervenção de fundo

Em julho, Montenegro esteve no congresso do PSD/Açores, onde José Manuel Bolieiro voltou a ser reconfirmado líder regional do partido e considerou “muito relevante” existirem eurodeputados dos dois arquipélagos. “Quero deixar uma palavra de tranquilidade aos dirigentes e militantes do PSD/Açores porque entendo, efetivamente, que para a nossa representação do Parlamento Europeu é muito relevante ter representantes das regiões autónomas”, afirmou na altura

Bolieiro frisou na mesma altura que a direção nacional do PSD “tem a obrigação” de garantir que uma futura candidatura dos sociais-democratas açorianos ao Parlamento Europeu “será colocada em lugar inequivocamente elegível”

Os Açores recebem, agora, o encontro interparlamentar, o que demonstra que o partido tem todo o interesse em manter as regiões autónomas como âncoras de poder que não tem no continente

E precisa tanto mais de acarinhar o partido nos Açores por quanto o PSD conseguiu formar um governo de coligação saído das eleições regionais de 2020 sem as ter ganho. Foi o PS que ficou em primeiro, mas sem conseguir maioria no Parlamento regional. Após 24 anos de socialistas no poder, formou-se então um executivo regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM, que estabeleceu um acordo de incidência parlamentar com a IL, Chega e um deputado independente

Em entrevista ao DN, em julho deste ano, José Manuel Bolieiro assegurou que este acordos “cirúrgicos”, incluindo com o Chega, não põem em causa os princípios e valores do PSD

O dirigente regional sublinhou também que o conflito no Leste da Europa veio reforçar o posicionamento estratégico dos Açores. “Aqueles que imaginavam que, fruto da tecnologia e de uma mudança mundial para o Pacífico – protagonizada pela liderança dos Estados Unidos -, os Açores, e a Base das Lajes em particular, perderiam interesse, enganaram-se. Porque, tal como a democracia, também a paz não é um bem adquirido”, afirmou

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“A nossa presença física é sinal da importância que os Açores têm para Portugal e para a Europa, afirma ao DN José Manuel Fernandes. O eurodeputado e chefe da delegação do PSD no Parlamento Europeu sintetiza assim o primeiro Encontro Interparlamentar do PSD nos Açores, que começa hoje em Ponta Delgada, e que surge no âmbito da #MissãoAçores no Parlamento Europeu.

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A iniciativa que irá contar com a presença do líder do partido, que encerrará amanhã o encontro, pretende juntar para o debate e partilha de ideias os eurodeputados sociais-democratas com os membros do Governo Regional dos Açores do PSD, os deputados dos Açores à Assembleia da República e os deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

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José Manuel Fernandes admite que o facto do PSD ser poder na região autónoma (em coligação com o CDS e PPM) “facilita” a concretização desta iniciativa e “é uma forma de “reconhecimento do trabalho positivo do governo regional”

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Subscrever O encontro pretende também “tirar ideias para o máximo aproveitamento dos fundos europeus e programas para os Açores e para que a legislação produzida em Bruxelas tenha em conta as especificidades desta região ultraperiférica. Nomeadamente, diz o eurodeputado, o pacote que está a ser preparado sobre alterações climáticas, tendo em conta os transportes e as especificidade da descontinuidade territorial das ilhas

“A própria guerra na Ucrânia deu aos Açores uma nova centralidade geoestratégica”, frisa José Manuel Fernandes. Um tema que irá ser desenvolvido num almoço conferência, amanhã, pelo eurodeputado, vice-presidente do partido e do PPE, Paulo Rangel

Este primeiro encontro juntará em Ponta Delgada algumas das principais figuras do PSD nos almoços e jantares-conferência. Como é o caso do novo líder parlamentar social-democrata, Joaquim Miranda Sarmento, bem como os membros do governo regional dos Açores Sofia Ribeiro, Pedro Faria e Castro, Berta Cabral, António Ventura e Clélio Meneses, os deputados ao Parlamento Europeu Lídia Pereira, José Manuel Fernandes, Maria da Graça Carvalho, Álvaro Amaro e Cláudia Monteiro de Aguiar, os deputados da Assembleia da República Ricardo Baptista Leite e Francisco Pimentel, os deputados da Assembleia Regional dos Açores Délia Melo, João Bruto da Costa e António Vasco Viveiros, e ainda Jaime Filipe Ramos, da Assembleia Regional da Madeira, além de outras figuras da sociedade civil, como os professores universitários Pedro Dreitas e Paulo Madruga, para debater temas que vão da saúde à ciência, passando pela mobilidade e transportes

“Este encontro e a Missão Açores, que é protagonizada pelos seis eurodeputados do PSD, visam contribuir para o desenvolvimento do território. O nosso objetivo é o da competitividade e da coesão territorial, que tem sido muito esquecida em Portugal“, frisa ao DN o eurodeputado José Manuel Fernandes.

O presidente do governo regional dos Açores vai estar presente na abertura e encerramento do encontro, em que que Luís Montenegro fará uma intervenção de fundo

Em julho, Montenegro esteve no congresso do PSD/Açores, onde José Manuel Bolieiro voltou a ser reconfirmado líder regional do partido e considerou “muito relevante” existirem eurodeputados dos dois arquipélagos. “Quero deixar uma palavra de tranquilidade aos dirigentes e militantes do PSD/Açores porque entendo, efetivamente, que para a nossa representação do Parlamento Europeu é muito relevante ter representantes das regiões autónomas”, afirmou na altura

Bolieiro frisou na mesma altura que a direção nacional do PSD “tem a obrigação” de garantir que uma futura candidatura dos sociais-democratas açorianos ao Parlamento Europeu “será colocada em lugar inequivocamente elegível”

Os Açores recebem, agora, o encontro interparlamentar, o que demonstra que o partido tem todo o interesse em manter as regiões autónomas como âncoras de poder que não tem no continente

E precisa tanto mais de acarinhar o partido nos Açores por quanto o PSD conseguiu formar um governo de coligação saído das eleições regionais de 2020 sem as ter ganho. Foi o PS que ficou em primeiro, mas sem conseguir maioria no Parlamento regional. Após 24 anos de socialistas no poder, formou-se então um executivo regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM, que estabeleceu um acordo de incidência parlamentar com a IL, Chega e um deputado independente

Em entrevista ao DN, em julho deste ano, José Manuel Bolieiro assegurou que este acordos “cirúrgicos”, incluindo com o Chega, não põem em causa os princípios e valores do PSD

O dirigente regional sublinhou também que o conflito no Leste da Europa veio reforçar o posicionamento estratégico dos Açores. “Aqueles que imaginavam que, fruto da tecnologia e de uma mudança mundial para o Pacífico – protagonizada pela liderança dos Estados Unidos -, os Açores, e a Base das Lajes em particular, perderiam interesse, enganaram-se. Porque, tal como a democracia, também a paz não é um bem adquirido”, afirmou

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